Rio

– As imagens de duas câmeras do circuito interno de TV da Universidade Estácio de Sá que captaram o momento em que a estudante Luciana Gonçalves de Novaes foi baleada, peças-chave das investigações, foram adulteradas. O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, disse que pode ter sido uma manipulação intencional e levantou a suspeita de o tiro ter sido dado por um vigilante da Estácio.

A universidade tem prazo até hoje para apresentar todas as gravações, sob risco de ser processada. O prazo para que a Estácio esclareça o que houve com as imagens foi dado pelo secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho. Ele disse que a instituição deixou de entregar duas fitas à polícia e pode estar escondendo alguma prova que não seja “positiva para sua imagem”. “Ou entrega todas as fitas ou vai sofrer um processo”, afirmou. Álvaro Lins disse que dez minutos de gravações (cinco minutos de cada uma das duas câmeras instaladas perto da lanchonete onde Luciana estava) foram apagadas. Em seu lugar aparecem imagens repetidas, que já haviam sido exibidas em trechos anteriores.