A paralisação dos caminhoneiros autônomos a partir desta segunda-feira (1º) não deve se estender por toda a categoria, já que associações que representam os profissionais não chegaram a um consenso. Assim, o movimento não deve ter tanta força nesse início.

O presidente do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas (CNTRC), Plínio Dias, garante que a greve começa na segunda-feira sem tempo determinado para acabar. Segundo ele, caminhoneiros ligados à CNTRC em 22 estados devem parar.

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Uma das principais justificativas para a paralisação é que a redução ou a zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel não é suficiente e que o principal entrave é a política de paridade adotada pela Petrobras em relação ao preço do combustível.

Outras entidades, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), apoiam a paralisação.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Autônomos (Abrava) e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) garantiram que não vão participar do movimento. Para as duas organizações, o momento de pandemia da covid-19 não é propício para uma greve.

Mesmo assim, reconhecem que a categoria precisa negociar com o governo federal para garantir ao menos as conquistas do movimento de 2018, quando a paralisação dos caminhoneiros atingiu o país todo.