Apesar da greve dos funcionários dos Correios iniciada na última terça-feira (19), as entregas do serviço de Sedex continuam normalizadas nesta quinta-feira (21) em Curitiba. A informação é da própria administração dos Correios.

Mas a situação pode mudar a qualquer momento, já que a quantidade de trabalhadores aderindo à paralisação está aumentando. Segundo Marcos Rogério Inocêncio, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom – PR), o número de pessoas que cruzaram os braços está em 1.200 pessoas em todo o Paraná. A administração dos Correios, entretanto, afirma que a adesão à greve é de 645 trabalhadores no estado – o que representa cerca de 10% do total de funcionários.

Os efeitos da paralisação não estão sendo sentidos ainda porque os serviços sofrem efeito cascata: assim que os funcionários começam a parar, as demandas de entrega vão se acumulando e atrasando cada vez mais.

Para não prejudicar o serviço de entrega de correspondências e encomendas, os Correios afirmam estar colocando em prática um “Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população”, conforme nota. Porém, Inocêncio afirma que os serviços irão, sim, sofrer atraso nos próximos dias.

Quanto às negociações com os funcionários, a empresa promete apresentar propostas econômicas ainda nesta quinta-feira. Os trabalhadores têm se reunido diariamente para debater, e, na manhã desta quinta, fizeram uma assembleia na agência da Rua João Negrão, no Centro.

Os grevistas planejam, ainda, sair em passeata sexta-feira (22), às 10h, no Centro de Curitiba. Os funcionários devem percorrer as ruas da agência da João Negrão até a agência da rua Marechal Deodoro. Deve haver bloqueio de ruas, mas ainda não há o roteiro exato.

Segundo os discursos na assembleia Sintcom, a adesão da greve a nível nacional já está em 49% dos funcionários dos Correios.

Demandas

O motivo da greve é relacionado à alterações trabalhistas, que pede 8% de reposição salarial. Além disso, também se manifestam contra algumas ações, como a ameaça de demissão motivada, privatização, fechamento de agências, suspensão de férias e horas-extras, reformas trabalhista e previdenciária, entre outros assuntos.