Cerca de 130 pessoas se reuniram ontem em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, no centro do Rio, para protestar contra os rumos traçados para a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável).

Além de faixas e cartazes, os manifestantes carregavam um boneco de pano representando o secretário estadual e ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc –apontado por eles como “fornecedor de licenças ambientais fast food”.

Do grupo fazia parte o pescador Alexandre Anderson de Souza, 41, presidente da Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara, entidade contrária ao projeto de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) da Petrobras, em Magé, Baixada Fluminense. Há quatro anos, Souza tem proteção 24 horas pelo Programa de Proteção Federal e Direitos Humanos.

O pescador contou que, nos últimos anos, recebeu seis ameaças de morte por protestar contra danos ambientais à Baía de Guanabara. Escoltado por dois policiais militares, Souza disse que recebeu a última ameaça por telefone, no início deste ano.

O projeto prevê a construção de dois dutos para escoamento de gás de cozinha entre o terminal da Ilha Redonda, perto da Ilha do Governador (zona norte do Rio), e a Refinaria de Duque de Caxias (Baixada Fluminense).

Os pescadores reclamam de degradação ambiental, da redução à metade do pescado no mar no entorno da região e de acidentes provocados por embarcações do consórcio.