Com a aprovação no Senado da medida provisória que autoriza o porte de armas de fogo para as guardas municipais, os municípios estão ajustando seus contingentes que lidam com a segurança pública. O texto da MP, que regulamentava parte do Estatuto do Desarmamento, liberava o uso de armas somente para os guardas de cidades com no mínimo 50 mil habitantes, e não mais 500 mil, como previa o estatuto. No entanto, o relator da MP, senador Renan Calheiros (PMDB/AL), elevou para 250 mil o número mínimo de habitantes.

Outra mudança incluída no texto foi a liberação total para que guardas de regiões metropolitanas andem armados. Com isso, as cidades com pequenas populações poderão estar com guardas armados, independente do número de habitantes. Um exemplo dessa mudança pode ser visto nas cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e Mandirituba, que implantaram nos últimos meses as guardas municipais.

Segurança

Há três anos, somente Curitiba – que conta com 1.299 guardas – apresentava esse tipo de segurança no Paraná. O secretário municipal de Defesa Social, Sanderson Diotalevi, não acredita que essa decisão possa gerar polêmica. “O trabalho junto à comunidade sempre existiu e esses novos projetos só reforçam a importância da presença da Guarda Municipal.