Onze barcos foram apreendidos e oito pescadores, autuados durante operação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Polícia Federal, realizada no último final de semana. A operação Txokrãn visa coibir a caça e a pesca ilegais dentro da terra indígena Kapoto-Jarinã, no extremo norte de Mato Grosso.

Os oito pescadores foram flagrados em área proibida e pagarão multa de R$ 1 mil cada um, além de serem denunciados ao Ministério Público Federal (MPF) por crime ambiental. Além dos 11 barcos, os agentes ambientais federais apreenderam 11 motores e embargou uma pousada. A autuação prevê multa de R$ 450 mil.

Desde 2009, quando recebeu da Funai e das comunidades indígenas as primeiras denúncias de caça e pesca ilegais no local, o Ibama fez missões de reconhecimento na região. A partir de então, a operação passou a fazer parte do Programa Nacional Anual de Proteção Ambiental (PNAPA).

As pousadas situadas ao lado da terra indígena incluem em seus pacotes a possibilidade de o cliente usufruir de todos os benefícios naturais do lugar, o que é ilegal, pois de um lado do rio está a terra indígena e, do outro, o Parque Nacional do Xingu, ambos com entrada proibida.