Londrina (AE) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) começará a fiscalizar hoje a entrada de carvão procedente do Paraguai e, em troca, o governo paraguaio fiscalizará com mais rigor a importação de agrotóxicos procedentes do Brasil. O acordo foi feito ontem em Assunção por representantes dos dois países.

O Paraguai se queixa de que cerca de U$ 80 milhões em carvão são enviados ilegalmente ao Brasil todo ano pela fronteira seca do estado de Canindeyú (o trânsito desse produto é permitido apenas em Salto del Guairá), que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul. Com isso, o país vizinho deixa de recolher impostos e perde reservas florestais.

A repressão ao comércio de agrotóxicos pelos paraguaios é necessária porque, segundo o Ibama, esse produto é importado pelos paraguaios com impostos reduzidos e reintroduzido ilegalmente no Brasil.