O Ministério da Saúde ampliou de 67 para 69 anos a idade máxima para doação de sangue no País. De acordo com a pasta, a medida aumentará em dois milhões o público potencial de doadores. Atualmente, são coletadas no Brasil, por ano, 3,6 milhões de bolsas.

Esta é a segunda mudança na faixa etária em um ano. Em 2012 , o governo reduziu a idade mínima para doação de 18 para 16 anos (com autorização do responsável). Além da ampliação da faixa etária, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prometeu que, no próximo ano, um novo teste de NAT, desta vez para HIV e Hepatite B, deverá também se tornar obrigatório. O teste, no entanto, ainda está em fase de avaliação na Fiocruz.

O exame, batizado de NAT, é uma reivindicação feita há 11 anos por especialistas. Há pelo menos três anos o governo adiava a implantação da medida.

A realização do teste será obrigatória em todos os bancos de sangue, públicos e particulares. Não está definida ainda a forma como as unidades particulares serão ressarcidas. No ano passado, a obrigatoriedade do NAT chegou a ser anunciada. Mas o governo voltou atrás, diante de problemas registrados no teste.

O NAT permite a redução da janela imunológica, período em que a contaminação da amostra não é identificada pelo teste. A falha ocorre porque os exames tradicionais identificam a presença do anticorpo e não traços do próprio vírus, como ocorre com o exame atual.

“Foi uma vitória”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Carmino Antonio de Souza, depois do início da obrigatoriedade do exame.

A adoção do NAT para hepatite B, completou o presidente da ABHH, será essencial. “Trata-se de uma doença mais prevalente do que HIV e Hepatite C”, disse. Com o NAT, a janela imunológica para hepatite B passa de 35 para 10 dias.