Brasília – A Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, uma das entidades representativas dos trabalhadores do Incra, afirmou nesta terça-feira (19) que os servidores não voltarão ao trabalho, mesmo depois da decisão judicial que determina a volta imediata de 30% dos funcionários.

A decisão foi expedida na última sexta-feira (15) pela juíza federal Emília Maria Velano. Conforme prevê a legislação, os servidores devem manter em funcionamento os serviços essenciais durante o período de greve.

De acordo com o presidente da entidade, Welington Fernandes, os servidores têm até sexta-feira (22) para responder à intimação da Justiça. Mas pretendem manter a paralisação enquanto as reivindicações não forem atendidas.

"Até lá, vamos analisar as possibilidades com nossos advogados sobre o que fazer. Por enquanto, a greve continua?.

De acordo com a assessoria de comunicação do Incra, a presidência da autarquia está acompanhando o cumprimento da decisão judicial e a volta dos servidores ao trabalho.

O órgão deve esperar até o fim da semana para comunicar à Justiça se a decisão foi ou não cumprida antes de ingressar com uma nova ação para garantir o funcionamento mínimo dos serviços.

A greve dos servidores do Incra é nacional e começou há 29 dias. Segundo Fernandes, as principais reivindicações são o fortalecimento do órgão e reestruturação das carreiras. ?Estamos em negociação com o Ministério do Planejamento, mas ainda não chegamos a um acordo para o fim da paralisação?, afirmou o sindicalista.