O chefe de Polícia Civil, Zaqueu Teixeira  disse hoje que o prazo de conclusão do inquérito que apura a morte do jornalista da ?TV Globo? Tim Lopes, que termina no próximo dia 6, deverá ser prorrogado, caso o exame de DNA dos ossos encontrados no Complexo do Alemão, onde ele foi morto, constate que os restos mortais não eram dele.

Para Teixeira, o crime já está esclarecido porque já se sabe quem o cometeu – o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, e seus comparsas – e já há provas materiais. Segundo ele, há oito indiciados no caso e quatro estão presos. ?O material está sendo periciado e a polícia está esperando o resultado (do DNA) para que possa concluir as investigações?, afirmou o delegado.

Marco Aurélio Rodrigues da Silva, 21 anos, o Marquinho AK, um dos presos sob acusação e envolvimento no assassinato do repórter, negou pertencer ao bando de Elias Maluco, durante depoimento prestado hoje ao delegado Carlos Henrique Machado, da Delegacia de Homicídios. Ele aparece com um fuzil AK-47, de uso exclusivo das Forças Armadas, na reportagem sobre a feira de drogas no Complexo do Alemão feita por Tim Lopes e exibida no ano passado pela ?TV Globo?.