O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) solicitou ao secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Marcos Penido, que o Estado discuta medidas que melhorem a qualidade do ar. Segundo o instituto, os parâmetros utilizados pelo governo para tolerância da poluição são altos demais quando comparados com os da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a OMS, mais de 50 mil pessoas morrem todos anos no Brasil vítimas da poluição atmosférica. O custo da poluição no País é estimado em R$ 1,7 bilhão ao ano nas 29 maiores cidades brasileira, de acordo com estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O presidente do Proam, Carlos Bocuhy, diz que a organização atua desde 2007 pela incorporação dos valores de referência da OMS, mas enfrenta “uma enorme dificuldade em convencer o setor público a estabelecer metas e propor políticas públicas corretivas”.

Em resposta às críticas da Proam, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) disse por nota que o Estado registrou uma queda de 40% dos poluentes atmosféricos na última década e que os relatórios de qualidade do ar “apontam avanços significativos nos últimos anos”.