No discurso desta terça no plenário do Senado, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), rebateu afirmação feita minutos antes pelo presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de que os partidos que defendem a continuidade do processo contra ele podem estar sendo movidos por "apetites políticos de ocasião". Para Jereissati, o que está havendo é uma reação para impedir que a instituição Senado, já desacreditada, vire motivo de "galhofas e de zombarias" e que todos os senadores passem a ser "ridicularizados pela sociedade".

Dirigindo-se a Calheiros, o presidente do PSDB declarou: "O que estamos querendo é não sermos acusados de, com nossa omissão, termos impedido que Vossa Excelência venha a ter um julgamento isento e uma investigação transparente, em que os grandes beneficiados seriam o Senado Federal e o Congresso." O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), endossou a decisão do PSDB de pedir que Calheiros se afaste do cargo de presidente do Senado. "Em nome da Casa, defendo que todo esse processo seja feito tendo em seu lugar um outro presidente", disse Buarque.

Por sua vez, o líder do PMDB, senador Waldir Raupp (RO), fez um aparte para defender Calheiros e o presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), os quais, na sua opinião, estão sendo alvos de "denúncias que são comuns contra parlamentares que ocuparam cargo de importância nos seus Estados.