O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai à França e à Rússia para discutir acordos de cooperação, visitar fabricantes de sistemas militares e, sobretudo, tratar do desenvolvimento do submarino nuclear de ataque. Na terça-feira, Jobim vai conhecer a base naval de Toulon e visitar um submarino atômico da frota francesa. Um dia antes, despacha com Jean Poimboeuf, o presidente do DCNS – estaleiro responsável pela construção desses navios. Brasil e França mantêm um tratado que prevê acesso a tecnologias sensíveis.

Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ?aprovou as linhas da agenda de conversações?, em reunião realizada no Palácio do Planalto há três dias. Fornecedores franceses querem vender ao Brasil o submarino Scórpene, diesel-elétrico, de 1.700 toneladas, e o caça de quinta geração Rafale, capaz de voar a 2.125 km/hora transportando 8 toneladas de armas. O processo FX-2, do Comando da Aeronáutica, prevê a aquisição de até 36 supersônicos – ?a seleção, mas não a encomenda, deve sair até dezembro?, disse o ministro.

O pacote prevê a instalação na fábrica da Helibrás, em Itajubá, Minas Gerais, da linha mundial dos helicópteros Panther e de sua versão civil, o Dauphin. A empresa brasileira é controlada pela Eurocopter e a médio prazo poderia projetar um modelo próprio. Há propostas do poderoso grupo EADS, o maior complexo europeu de defesa, aeronáutica e espaço, para instalar no Rio um centro de engenharia de mísseis – inicialmente destinado à modernização da classe Exocet, do tipo ar-mar e mar-mar.