O laudo apresentado pela Maternidade Escola Assis Chateuabriand (Meac), da Universidade Federal do Ceará, aponta a superlotação como a causa mais provável da morte de 15 bebês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas duas primeiras semanas do mês. Treze vítimas estavam internadas na ala B da Unidade Neonatal 3, onde foi detectado um surto de infecção causado pela bactéria Kleblisiela pneumonia. No mesmo período, outras duas crianças morreram na ala A dessa mesma unidade, em decorrência de problemas por serem prematuras.

Análise de sangue de onze bebês confirmou a presença da bactéria em sete deles. A análise da água, do sabonete e da água do ventilador apresentou resultado negativo. O que, segundo a chefe da Comissão de Controle de Infecções do hospital, Gláucia Maria Ferreira, evidencia que a única possibilidade de contágio seria a superlotação. De acordo com ela, há um ano o hospital vinha atendendo além de sua capacidade.

No início do surto, havia 15 bebês na ala B, quando a capacidade era para apenas dez, e outros 20 na A, com capacidade máxima de 12.

Técnicos da Vigilância Sanitária do Estado passaram a tarde hoje (21) examinando as condições físicas da maternidade. Estavam verificando a possibilidade de liberar a ala B – que continuava interditada com dois bebês internados – para receber novas crianças. Há duas semanas a Meac deixou defazer partos de risco por causa do surto.