Daniel Derevecki
Daniel Derevecki

Em 2007, ministério registrou 5.877 trabalhadores, que eram mantidos em condições análogas à de escravos.

O grupo especial de fiscalização móvel do Ministério do Trabalho e Emprego libertou no ano passado 5.877 trabalhadores mantidos em condições análogas à de escravos em fazendas do País. No balanço, divulgado nesta quarta-feira (16), consta que em 110 operações os fiscais visitaram 197 fazendas. Outros 3.497 empregados sem carteira assinada tiveram seu vínculo formalizado, principalmente no Pará Maranhão e Tocantins, Estados com alto índice de denúncias.

O número de libertações de 2007 foi o maior registrado pelo grupo desde de sua criação, em 1995. Até então, o maior resultado era o de 2003, quando 5.223 trabalhadores tornaram-se livres. Ao todo, em 13 anos de atuação, os fiscais percorreram 1.874 fazendas, libertando 27.645 trabalhadores e regularizando a carteira de outros 27.101.

No período, também houve a aplicação de 18.116 autos de infração e o pagamento de R$ 38,4 milhões em indenizações, sendo R$ 9,8 milhões apenas no último ano. Atualmente, oito equipes compõem o grupo, formado por auditores fiscais do Trabalho, procuradores do Trabalho, delegados e agentes da Polícia Federal.