Líderes do PSDB asseguram que não têm a intenção de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), diz que se trata de uma arrecadação "ruim" por dois motivos: é regressiva e injusta porque também onera os que não têm conta no banco por causa dos efeitos indiretos. "O que queremos é uma reforma tributária e, se nela couber algo parecido, vamos discutir, não faremos nada a seco, e só discutiremos qualquer coisa vinculada à reforma depois de muita maturação", disse.

O presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), disse desconhecer qualquer movimento na sigla para articular com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma nova CPMF. De concreto, Guerra afirmou que há disposição dos tucanos de avançarem com a reforma, dentro de um novo tipo de relacionamento com a maioria governista, que, entre outras coisas, "acabe com a política de toma-lá-dá-cá". "Isso implica no respeito maior ao Congresso e ao Senado, em particular. O senador descartou a retomada de qualquer imposto em condições "provisórias", como ocorria com a contribuição desde que foi criada. "Somos construtivos, mas entendemos que qualquer nova discussão tem de ocorrer com mais responsabilidade, inclusive extraindo desse resultado (a derrota na votação do tributo) lições que sirvam ao País." Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) a recriação da CPMF seria "um entendimento menor", numa situação que torna a mudança tributária imprescindível.