Brasília – Os líderes partidários decidiram iniciar ainda nesta terça-feira (21) a votação das quatro medidas provisórias que trancam a pauta da Câmara para depois retomarem a votação da reforma política.

"Vamos discutir e votar, primeiro, as MPs que estão travando a pauta. É obrigatório que elas sejam as primeiras a serem discutidas e votadas, depois vamos continuar votando a reforma política. Esta é a pauta acordada", informou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.

Mas o líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), anunciou que o partido está em obstrução e em "vigília cívica" pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do inquérito do mensalão.

"A vigília cívica é por conta da impertinência das MPs, da impertinência de continuar votando essa matéria absurda que se transformou o projeto da reforma política e por conta do julgamento no Supremo", disse.

Pannunzio disse que não há razão para o PSSDB apoiar a votação das medidas provisórias que estão trancando a pauta. "As MPs tratam de aumento de salários de cargos de livres provimentos (DAS) e criam cargos. Nós não podemos participar disso aí", denunciou Pannunzio.

O líder do governo, deputado José Múcio (PTB-PE), defendeu que é preciso votar esta semana as quatro MPs para desobstruir a pauta e continuar votando a reforma política.

Ele informou que Arlindo Chinaglia convocou os líderes para nova reunião na terça-feira (28) da próxima semana para discutir as votações de matérias polêmicas.