O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado a participar do Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), de 23 a 27 de janeiro, e de seu correspondente à esquerda, o Fórum Social Global de Porto Alegre, programado para a mesma data. Lula não disse ainda se irá, mas no PT já há um movimento para que, se eleito, o petista não só participe dos encontros mas também faça uma ponte entre os dois.

O deputado Jorge Bittar (PT-RJ) é um dos que defendem a participação de Lula nas reuniões de Davos e de Porto Alegre. Para ele, o petista poderia se transformar em um grande articulador mundial, fazendo a ligação entre os que defendem os interesses econômicos e os que trabalham para fortalecer os interesses sociais. “Defendo Porto Alegre, em primeiro lugar, mas acho que uma participação nos dois seria muito interessante”, disse Bittar.

Consultor

O empresário Eliezer Batista, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce, será uma espécie de consultor privilegiado de Lula – caso o petista seja eleito no domingo para o estudo de ações de expansão das exportações, além das áreas de informática e de logística.

Eliezer não será convidado para o ministério de Lula nem para fazer parte da equipe de transição do novo governo, mas será um colaborador do petista. Os dois conversam constantemente. No início da campanha, Lula reuniu-se com Eliezer, no Rio de Janeiro, antes de fazer gravações para o programa político num estaleiro. Combinaram conversar sempre.

Lula terá contatos diversos com empresários de todo o Brasil. Seu vice, o senador José Alencar (PL-MG), acompanhou Lula em poucos comícios, mas trabalhou tanto quanto o petista. Enquanto o candidato a presidente falava para multidões, José Alencar articulava o apoio de empresários à chapa de Lula. Fez isso por todo o País. Conseguiu conquistar votos de empresários que têm muita força em Estados como Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Pará.