Ao lado do seu colega Hugo Chávez, da Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou seu discurso a empresários dos dois países à preparação de sua próxima missão no exterior – sua delicada visita oficial a La Paz, na Bolívia, nos próximos dias 16 e 17. Lula defendeu que os países mais ricos da América do Sul – Brasil, Argentina e Venezuela – têm a obrigação de colaborar com os mais pobres e que o Banco do Sul deverá ser também orientado para ajudar a Bolívia a dar "um salto de qualidade?. Por fim, chegou a indicar que é preciso relevar algumas declarações mais críticas disparadas por Evo Morales, presidente da Bolívia, contra o imperialismo brasileiro.

"Eu compreendo quando um presidente faz um discurso mais eloqüente contra os outros países maiores. É natural que os países maiores sejam acusados de imperialistas?, afirmou. "Tive de convencer muita gente no País que o Brasil tem de pagar o preço de ser a maior economia e a mais industrializada e tem de estender a mão aos países mais pobres. A Venezuela tem de pagar o preço de ter esse potencial petrolífero, e a Argentina tem de pagar o preço de ser uma economia forte".

Lula comentou que no domingo, em La Paz, deverão ser anunciados projetos de construção de um pólo gás-químico na fronteira entre os dois países e de uma hidrelétrica binacional no rio Madeira. "Hoje, estamos em uma relação mais apurada?, afirmou.