São reduzidas as chances de a eleição presidencial se definir já no 1º turno, com vitória do candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é da analista de pesquisas eleitorais Fátima Pacheco Jordão. Para ela  o fato de as mais recentes sondagens eleitorais (Datafolha e Ibope), publicadas hoje nos jornais, mostrarem Lula com até 45% dos votos válidos não é suficiente. ?Esta porcentagem de votos é muito próxima de uma definição já na primeira etapa, mas não se imagina que o quadro de melhora de Serra (José Serra, PSDB, e de Garotinho (Anthony Garotinho, PSB) possa permitir esta perspectiva?, diz.

As pesquisas eleitorais dos dois institutos revelam o isolamento de José Serra (PSDB) na segunda colocação, à frente do candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS). Diante desta recuperação, Fátima Jordão acredita que o tucano já tem vaga garantida no segundo turno contra Lula. No entanto, ela prefere não arriscar um palpite sobre o vencedor da disputa. ?As pesquisas sobre o 2º turno revelam um reforço nas chances de Lula, mas é difícil prever, porque o 2º turno é uma outra eleição, em que as forças políticas se reorganizam?, destaca. De acordo com a analista, ?os palanques regionais de Serra são mais fortes do que os de Lula, embora isso não garanta nada?.

Campanha mais agressiva – A partir de agora em que os pólos do confronto presidencial praticamente se definiram por Lula e Serra, a analista prevê uma campanha mais agressiva. O principal alvo, segundo ela, deve ser o candidato do PT, que desfrutava de posição privilegiada, apenas assistindo à troca de acusações entre Ciro e Serra, até pouco tempo embolados em segundo lugar nas pesquisas. ?O Lula foi bastante preservado até agora. Mas se as críticas e contradições contra ele forem bem apontadas e articuladas pelas campanhas Serra e Garotinho, Lula pode cair a uma posição de 33% a 35% dos votos?.