Brasília (ABr) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ser ?inadiável? a participação de países em desenvolvimento como membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Durante o almoço oferecido a integrantes do governo da Gâmbia, no Itamaraty, Lula agradeceu o apoio do presidente daquele país, Yahya Jammeh, pela busca de uma ?convergência? entre as propostas defendidas pelo G4 (grupo formado pelo Brasil, Alemanha, Índia e Japão) e pela União Africana sobre a reforma da ONU.

Os dois grupos querem a ampliação do Conselho de Segurança da ONU, mas divergem quanto ao número de membros permanentes com direito a veto no órgão. Segundo a proposta do G4, a África obteria dois postos permanentes no conselho, sem direito a veto e um não permanente, enquanto a da União Africana, os africanos teriam dois assentos permanentes com direito a veto e dois não permanentes.

O G4 quer ampliar de 15 para 25 o número de integrantes permanentes e não permanentes do Conselho de Segurança. Seis dos novos membros teriam cadeiras permanentes uma para um país da América, uma para a Europa, duas para a Ásia e duas para a África.

Lula falou ainda que a aproximação entre Brasil e Gâmbia é ?necessária? para que os dois países não percam a oportunidade histórica de fortalecer e democratizar as Nações Unidas. ?Somente assim habilitaremos o multilateralismo a responder às exigências de um mundo marcado pela globalização desigual, pelo armamentismo e pelo acirramento da intolerância?, pontuou.

O presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, reiterou ao presidente Lula que seu governo está ??firme? na iniciativa de apoiar a aspiração do Brasil e dos outros países do G4 de reformar as Nações Unidas. Jammeh destacou que os países do Sul têm, mais do que nunca, ?melhores oportunidades? para contribuir com a reforma do sistema global.

O Conselho de Segurança é o órgão da Organização das Nações Unidas que discute e decide sobre assuntos relacionados aos conflitos armados e à segurança do mundo. Hoje, apenas cinco membros permanentes têm direito a veto e voto no conselho: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.