Mais duas menores oficializaram denúncias de maus-tratos contra Silvia Calabresi Lima. A., de 10 anos de idade, e C., de 13 anos que teriam trabalhado na casa da empresária há três anos, foram submetidas a atos de violência, segundo denunciou o advogado Fábio Mesquita de Souza. Ambas moram em Adelândia, a cerca de 100 quilômetros de Goiânia, e na segunda-feira (24) serão ouvidas pela delegada Adriana Accorsi, da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA).

Revelaram que além de serem privadas de sair, ver e falar com a família, mesmo por telefone, foram espancadas. "Ela chegava em casa nervosa e me batia", contou A., que na época dos maus-tratos tinha sete anos de idade e era obrigada a limpar toda a casa, avaliada em R$ 750 mil, situada no condomínio Granville, de classe média alta.

"Quando não dava conta de fazer como ela queria, me beliscava, batia, falava palavras pesadas, e me impedia de falar com a minha família", disse A. Com os dois novos casos, agora são cinco as denúncias oficiais contra a empresária, que está recolhida na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.

Erros

"Eu quero pagar pelos meus erros". A frase é da empresária, que hoje recebeu a visita do advogado Darlan Alves Ferreira, mas não quis dar entrevistas. Ele comentou que sua cliente está sob vigilância permanente pois há ameaças por parte de 130 mulheres também presas na CPP. Na próxima semana, anunciou, pedirá uma avaliação psiquiátrica da empresária.