A Prefeitura de Manaus interditou hoje um trecho da praia da Ponta Negra, onde morreram 13 pessoas afogadas entre os meses de julho e novembro. A medida foi tomada após recomendação do Ministério Público.

Segundo nota divulgada pelo Implurb (instituto municipal de planejamento urbano), que administra a área de lazer popular, funcionários colocaram uma cerca de segurança no entorno de um trecho de 600 metros de comprimento e placas para alertar os banhistas. A prefeitura diz ainda que fará fiscalização 24 horas.

A área interditada conta com anfiteatro, barracas de alimentação e mirante. A praia tem mais 1.400 metros de extensão, que são menos procurados. Cerca de 10 mil pessoas frequentam Ponta Negra nos fins de semana.

A recomendação do Ministério Público teve como base um laudo do Serviço Geológico do Brasil, ligado ao Ministério de Minas e Energia. O laudo constatou que obras de aterro feitas pela prefeitura provocaram bancos de areia e buracos com profundidade superior a seis metros.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as 13 mortes foram registradas depois da obra de aterramento, inaugurada em junho. Em 2011, antes da obra, houve duas mortes no lugar, entre os meses de março e abril.

O aterramento fez parte de um pacote de revitalização que custou R$ 29 milhões. A praia natural recebeu 2,4 mil metros cúbicos de areia. No entanto, não houve gastos com a despoluição da praia.

O objetivo da prefeitura era tornar a área permanente, mesmo no período da enchente, quando a praia é coberta por seis meses pelas águas do rio Negro.