O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse acreditar que a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) "terá uma tramitação expressa e será aprovada em tempo hábil para entrar em vigor em 1 de janeiro de 2008".

"Não acredito que vá haver boicote ou má vontade", disse o ministro. Segundo ele, "os senadores têm a consciência da necessidade da CPMF para manter o equilíbrio fiscal, manter os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e viabilizar os programas sociais".

"Se a CPMF não for aprovada, haveria uma ameaça a solidez fiscal que o Brasil tem. São R$ 36 bilhões em 2007 e R$ 39 bilhões em 2008. Estes recursos são fundamentais para que a gente mantenha este equilíbrio fiscal, para que apresentemos o superávit primário e o equilíbrio nas contas públicas", disse Mantega, que participou da cerimônia em Florianópolis, na qual o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc)e sua financeira foram incorporados pelo Banco do Brasil.