O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, acusado de ter ordenado o esquartejamento de dois traficantes de uma quadrilha rival em 11 de outubro de 1996, alegou inocência nesta terça-feira (7), no início de seu julgamento. Interrogado pelo juiz após o sorteio de sete mulheres para a composição do júri, VP disse que não tinha profissão definida, mas já havia trabalhado vendendo balas no trem. Disse ainda que é pai de seis filhos. O julgamento está previsto para terminar até o fim do dia.

É a segunda vez que VP vai a júri popular pelos assassinatos de André Luiz dos Santos Jorge, o Dequinha, e Rubem Ferreira de Andrade, o Rubinho. Em 1999, ele havia sido condenado a 36 anos de prisão por duplo homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e meio cruel – Dequinha e Rubinho eram ligados ao traficante Leite Ninho, principal rival de VP no Complexo do Alemão naquela época. Os corpos das vítimas foram jogados num bueiro. A defesa de VP recorreu e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu novo julgamento.

O outro réu, Eduardo Luiz Paixão, o Duda, que também seria julgado nesta terça-feira, teve o seu processo desmembrado. O julgamento dele foi marcado para o dia 18 de setembro. Duda é acusado de ter presenciado o esquartejamento, encorajado e dado cobertura a VP no local do crime. Outros três homens foram acusados do duplo homicídio, mas permanecem foragidos.