Brasília – O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (19) à Justiça Federal 39 pessoas suspeitas de estarem envolvidas com a exploração de máquinas caça-niqueis. Entre os denunciados estão o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Morelli Filho, e o ex-deputado estadual pelo Paraná, Nilton Cezar Servo (PSB). O grupo foi investigado pela Operação Xeque-Mate, realizada pela Polícia Federal (PF) no último dia 4. Cabe à Justiça avaliar as denúncias e instaurar os devidos processos.

A Polícia Federal havia indiciado 58 pessoas. Quinze ainda não foram denunciadas porque são acusadas de terem praticado contravenções penais e seus inquéritos foram encaminhados para a Justiça Estadual. Nos outros quatro casos, o MPF recomendou mais investigações.

Esta é a situação do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Ignácio da Silva, o Vavá. Ele havia sido indiciado pela PF por tráfico de influência e exploração de prestígio, mas para o MPF, não há no inquérito elementos que indiquem a participação de Vavá em qualquer uma das quadrilhas denunciadas.

Em nota divulgada no início desta noite, o MPF esclarece que faltam informações sobre os possíveis beneficiários da ação de Vavá no inquérito. Além disso, faltou também a PF esclarecer as circunstâncias e os fatos concretos a que se referiam as conversas telefônicas de Vavá, gravadas com autorização da Justiça.

Apesar de não denunciar o irmão do presidente, o MPF não descartou que ele possa ter cometido algum crime no estado de São Paulo. Por esta razão, os promotores encaminharam o inquérito para a Subseção Judiciária de São Bernardo do Campo (SP), com a recomendação de que a PF realize mais investigações sobre Vavá.

Já em relação ao deputado estadual José Ivan de Almeida, o coronel Ivan (PSB), do Mato Grosso do Sul (MS), o MPF só ao fim das investigações verificou que havia elementos de sua participação nos fato. Como o deputado tem foro privilegiado, o MPF encaminhou seu inquérito para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foro competente para julgá-lo.

Devido ao número de denunciados, o MPF optou por protocolar quatro denúncias autônomas na 5ª Vara da Justiça Federal, em Campo Grande (MS). Foram denunciados: pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e corrupção ativa:

Edson Gonçalves da Silva

Odiney de Jesus Leite

Edmo Medina Marquetti  (também denunciado por corrupção passiva)

Maurício Maria Marques Niveiro

Marmo Marcelino Vieira de Arruda

Ari Silas Portugal

Sérgio Roberto de Carvalho

José Eduardo Abdulahad

Hércules Mandetta Neto

pelos crimes de contrabando e formação de quadrilha

Andrey Galileu Cunha  (também denunciado por falsidade ideológica)

Paulo do Carmo Sgrinholi

Antônio Trindade Neto

Ayres Eduardo Servo Rauen

Dario Morelli Filho

Edna de Souza Costa

Elenilton Dutra de Andrade

Genivaldo Alves Cordeiro

Idnel Iziquiel Lopes

João Luiz Frederico

José Lazáro Servo

Luiz Alfredo Ganassim

Maria Dalva Cristina Martins

Nilton César Servo II

Reginaldo da Silva

Renato Costacurta Prata

Victor Emmanuel Servo

Antonio Celso Monteiro Catan

Arlei Silas Portugal

Alfredo Loureiro Cursino

Gandi Jamil Georges

Itacir Fernandes Sebben

Jamil Name Filho

João José Mucciolo

Márcio Socorro Pollet

Micheil Youssef

Raimondo Romano

Andrey Galileu Cunha; Dario Morelli Filho; João Luiz Frederico; Nilton César Servo II e Renato Costacurta Prata também foram denunciados por falsidade ideológica

Pelo crime de corrupção passiva

Fernando Augusto Soares Martins

Pelo crime de formação de quadrilha, corrupção ativa e falsidade ideológica

Nilton César Servo

João Alex Monteiro