O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não tem intenção de renunciar ao mandato, mas defendeu que seu processo termine o mais rápido possível. No sábado, Jobim foi até a residência de Renan conversar sobre seu caso no Conselho de Ética do Senado, com a presença, inclusive, do advogado do senador, Eduardo Ferrão.

Depois de participar da cerimônia de Troca da Bandeira, por conta da Semana da Pátria, na Praça dos Três Poderes, o ministro contou que o senador está "cansado" e "ansioso" para ver a situação resolvida o mais rápido possível. Jobim concordou com Renan e disse que o impasse sobre sua situação política tem que acabar.

"É preciso resolver logo esse problema, porque caso contrário nós prolongamos e prejudicamos o andamento dos trabalhos", afirmou. O ministro disse que o Senado precisa fazer os julgamentos necessários e encerrar o "problema".

Jobim afirmou que não tinha lido sobre as novas denúncias que envolvem o nome do senador, dessa vez com o suposto recebimento de propinas, segundo denúncias feitas às revistas Época e Veja pelo advogado Bruno Miranda. Mas disse que os políticos têm suas "agonias". Renan é acusado de participar de um esquema para arrecadação de dinheiro junto a ministérios controlados pelo PMDB. "As agonias do senador são grandes, ou seja, a cada dia elas se renovam e se agravam", completou.

Jobim sinalizou que o presidente do Senado não tem a intenção de renunciar. "Ele está confiante no procedimento político. Político nenhum se entrega. Não há a menor possibilidade de um político se entregar", disse o ministro ao ser questionado se o senador estava com medo de ser cassado.