O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, descartou a possibilidade de intervenção nos Estados que enfrentam caos em hospitais e postos de atendimento, provocada pelas greves de funcionários da área. O ministro avalia que a melhor saída é o trabalho conjunto. "A experiência do Rio mostrou que toda intervenção é muito dramática os resultados sempre ficam aquém dos razoáveis", disse. Temporão afirmou que os problemas enfrentados pelos Estados têm de ser tratados de forma ampla. "O governo federal não pode passar recursos para que Estados aumentem salários de seus funcionários. As próprias normas não permitem isso.

O ministro voltou a falar sobre o movimento grevista. Para ele, é evidente que funcionários ganham mal. "A reivindicação é justa. A questão é a maneira como eles estão se colocando para resolver a questão salarial." Para o ministro, o movimento de greve na área de saúde precisa ser repensado, rediscutido. "Você pode inadvertidamente colocar a vida de uma pessoa em risco por uma má avaliação de um comando de greve. Isso envolve dimensão ética, política. Considero o direito à vida mais importante que qualquer outro".