A missa pela paz, realizada neste domingo, na Penha lembrou os cinco anos da morte do jornalista Tim Lopes, da TV Globo. Ele foi assassinado por traficantes na Vila Cruzeiro, mesma comunidade que é agora palco diário dos embates armados entre traficantes e policiais. Tim foi descoberto com uma câmera escondida quando fazia uma reportagem sobre bailes funk no Complexo do Alemão e foi morto com requintes de crueldade.

O brutal assassinato do jornalista foi citado pelo padre Serafim Fernandes, reitor do santuário da Penha, na missa durante o seu apelo pela paz. Para o sacerdote, é preciso superar as causas da violência. Uma representante do grupo Mães do Rio, que reúne mães de vítimas de violência policial, leu uma carta citando Tim e outras vítimas de crimes de grande repercussão no País, como o menino João Hélio Fernandes, arrastado até a morte em fevereiro.

No sábado, um ato simbólico marcou a inauguração das placas que deram à rua que liga as avenidas Luiz Carlos Prestes e Américas, na Barra da Tijuca (zona oeste), o nome de Tim Lopes. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio e pela ONG Viva Rio.