Brasília – O Congresso da União Nacional de Estudantes (UNE) que reúne cerca de 8 mil jovens em Brasília terá a participação de líderes de outros movimento sociais do país, entre eles o Movimento dos Trabalhadores rurais Sem-Terra (MST). Para Gustavo Petta esse fato demonstra que a UNE mantem diálogo contante com esses grupos.

?A idéia é de que a partir de agosto possamos construir manifestações comuns com movimentos sindicais, camponeses, sem-terra, no sentido de unificar nossas forças em torno de uma pauta comum de pressão e reivindicação junto ao governo?, disse.

Marina dos Santos, uma das líderes nacionais dos MST disse que o movimento vem se unindo à UNE em várias oportunidade, sobretudo, na avaliação das conjunturas política de governo e como avançar nesse processo.

?Outro campo da relação entre a UNE e o MST se dá diretamente nas atividades de mobilização, de lutas e enfrentamento que eu imagino ser o grande desafio no sentido de intensificar e ampliar essa relação?, disse a líder do MST.

Segundo Marina dos Santos, a educação é uma prioridade dentro do movimento e dentro do cenário atual o setor apresenta um enorme déficit, em especial, aquela desenvolvida no campo. Ela afirmou que nos últimos cinco anos foram fechadas mais de seis mil instituições no meio rural.

?Esse dado é do próprio ministro da educação, então nossa luta é por uma rede pública de educação tanto no campo quanto na cidade, para crianças e adultos?.

Ela afirmou que esse é o momento para que os diversos movimentos sociais no país se unam, pois o Brasil apresenta vários grupos qualificados no meio urbano e o no meio rural.

"Criar essa unidade também é desafio, pois do vista de leituras e avaliações há uma confluência de visões, porém no campo da ação existe uma divisão, uma dispersão, com cada qual defendendo sua bandeira?.

Para ela isso certamente enfraquece esses grupo e os maiores prejudicados são os trabalhadores. Ela também disse que dentro desse cenário a educação tem papel preponderante, pois é necessário consciência crítica e isso não comunga com o analfabetismo.

Marina dos Santos ainda ressaltou a criação de um canal de comunicação de propriedade dos trabalhadores rurais. ?A questão dos meios de comunicação no nosso configura-se como mais um latifúndio que fazem o querem com a gente?.

De acordo com a programação, o líder do MST João Pedro Stédile participaria do Congresso na tarde de hoje, mas compromissos no estado do Paraná impediram sua presença.