Rio

(AE) – A direção do PMDB no Rio foi surpreendida ontem à tarde por uma liminar da justiça comum fluminense determinando a suspensão da convenção do partido. Segundo o presidente regional do partido, deputado Moreira Franco, advogados do partido já estavam se mobilizando, ainda ontem, para tentar cassar a liminar. Moreira informou que o pedido de suspensão partiu do MR8, um grupo dissidente de origem guerrilheira e ligado ao ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, que não aceita a aliança com o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

O argumento dos dissidentes é de que a convenção regional não poderia acontecer antes da convenção nacional do PMDB, marcada para o dia 15. Moreira afirmou que quando a oficial de justiça chegou ao local da convenção, todos os convencionais presentes já tinham votado. “Não tem a menor razão do ponto de vista jurídico para suspender a convenção”, disse o presidente regional do PMDB.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse estar confiante na aliança entre PSDB e PMDB. “Tenho muita confiança de que a coligação PSDB-PMDB vai ser aprovada. O PSDB quer a coligação, ela é importante para vencer e para governar”, disse Alckmin. Os dois partidos deverão fazer a convenção no próximo sábado, em Brasília. “Além disso, a chapa (para a disputa presidencial) contempla o PMDB, que aliás tem um quadro ótimo na deputada Rita Camata”, disse Alckmin. “Por sua história, coerência e qualidades, acho que todos os partidos gostariam de ter uma vice como ela”, disse.

Alckmin acredita que, confirmada a aliança nacional, ela deve se repetir no plano estadual. “Temos que aguardar a convenção nacional. Aprovada, acho até coerente procurar reproduzi-la em nível estadual.” De acordo com o governador, a realização de um possível acordo entre PMDB e PT, para disputar as eleições paulistas, também fica na dependência da convenção nacional peemedebista. Sobre o apoio do PTB, que homologou ontem a Frente Trabalhista e a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PPS), Alckmin disse que isso impede uma coligação oficial em São Paulo.

“Mas o apoio será bem-vindo, limitações jurídicas não vão nos afastar”, disse Alckmin, referindo-se à verticalização. Alckmin lembrou que o PTB paulista esteve coligado com o PSDB nas eleições de 2000, para a Prefeitura de São Paulo, e na disputa pelo governo estadual, em 1998. “Acho que vamos estar juntos, não coligados”, disse Alckmin, referindo-se ao PTB.