Brasília – Um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro disse ontem que “não há uma investigação séria” da Polícia Federal sobre as denúncias de formação de milícias por fazendeiros no País. Ele e outros sete integrantes do MST pediram ao procurador-geral da República, Claudio Lemos Fontelles, empenho do Ministério Público Federal para reforçar a ação da PF. À tarde, o grupo esteve com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). Ele disse que a reforma agrária caminha “a passos lentos” no governo Lula, mas reafirmou sua confiança de que o ritmo será acelerado neste semestre. “Minha opinião sobre o governo Lula é de que ele vai fazer a reforma agrária.” Mauro disse que o problema da violência e impunidade no campo é antigo tanto do ponto de vista da investigação quanto da Justiça. Nos últimos 20 anos, segundo ele, mais de 1.500 lideranças de trabalhadores rurais foram mortas no campo e apenas a minoria dos mandantes e assassinos foi julgada.