Sorocaba, SP (AE) – O Movimento dos Sem Terra (MST) aproveita o ano eleitoral e intensifica as ações para tentar, além de acelerar a reforma agrária, impor mudanças ao modelo político e econômico do País. Em vários estados, com São Paulo à frente, o MST começou o ano liderando invasões de terras. De acordo com o coordenador nacional João Paulo Rodrigues, a agenda não vai se restringir à reforma agrária. Os militantes serão mobilizados para exigir mudanças na economia e no quadro político nacional.

Animado pela ascensão ao poder de ?alternativas políticas que surgiram no calor da luta popular?, o MST espera influir no resultado das eleições presidenciais. Rodrigues cita como exemplos as eleições de Evo Morales, na Bolívia, e de Michele Bachelet, no Chile, que se juntaram a governantes populares eleitos há mais tempo, como Nestor Kirchner, na Argentina, Hugo Chávez, na Venezuela, e Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil.

Ele disse que o primeiro semestre será repleto de ações políticas para recolocar a reforma agrária como prioridade, o que implica na mudança da atual política econômica. ?O programa de qualquer candidato terá de mostrar, claramente, como será essa política.?

Segundo ele, o movimento ainda não discutiu apoio. ?Não fomos procurados por nenhum candidato.? Para o MST, o período eleitoral só começa em julho.