Cerca de 1,6 mil famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam, desde sexta-feira (28), três aéreas nos municípios de Mauá, Embu Guaçu e Campinas, há cerca de aproximadamente 400 famílias em cada uma das aéreas, afirmou o coordenador estadual de São Paulo do MTST, Jota Batista. Ele informou à Agência Estado que não houve confronto físico entre as famílias e a Polícia Militar, mas relatou que o clima é de tensão psicológica nas áreas.

De acordo com Jota, não há até agora pedido de reintegração de posse em nenhuma das áreas e ações de despejo só podem ser realizadas com autorização judicial, já que o prazo de configuração de flagrante já venceu.

O coordenador de São Paulo do MTST, também articulador nacional do movimento, disse que as famílias pretendem continuar nas áreas ocupadas e também querem uma reunião com o governo federal para discutir a destinação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele vê avanços nas políticas sociais do atual governo, mas disse que as ocupações são um sinal da escassez de recursos para famílias sem moradia. A área ocupada em Mauá, segundo Jota, pertence à família Fleury.