Rio

– Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem, revela que as mulheres já estão vivendo 7,8 anos mais do que os homens. Nos últimos anos, a mortalidade masculina ficou três vezes maior que a feminina, na faixa dos 20 aos 29 anos, e a principal razão dessa diferença está nas mortes por causas externas, que incluem homicídios, acidentes de trânsito, suicídios, quedas acidentais, afogamentos, diz o IBGE. Em 1980, enquanto a expectativa de vida, ao nascer, das mulheres era de 66 anos, a dos homens era de 59,6 anos. Em 2001, a expectativa de vida para o sexo feminino passou a ser de 72,9 anos e para o masculino, de 65,1 anos. O Departamento de População e Indicadores Sociais da Diretoria de Pesquisas do IBGE iniciou esse estudo para avaliar o impacto das mortes por causas externas na esperança de vida brasileira. Esse indicador vem tendo, ao longo dos anos, crescimento lento, mas diferenciados para homens e mulheres.

Entre 1980 e 2001, a esperança de vida, para ambos os sexos, passou de 62,7 anos para 68,9 anos. No mesmo período houve um incremento de 6,9 anos para as mulheres, contra 5,5 anos para os homens. Com relação aos óbitos evitáveis, o estudo estimou em 1,9 milhão as mortes ocorridas por causas externas, em 21 anos pesquisados. Desse total, mais de 1.570.000 mortes corresponderiam ao sexo masculino (82,4 por cento) e cerca de 338 mil ao sexo feminino (17,6 por cento).