O ministro da Defesa, Nelson Jobim, comunicou ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que as tropas da Força Nacional permanecerão ainda no Estado para ajudar na segurança local, mas não soube precisar por qual período. A previsão inicial e o desejo do próprio ministro da Justiça, Tarso Genro, era de que tão logo encerrados os Jogos Pan-Americanos, os 6.000 mil homens que estão trabalham em cooperação com as Policias Militar e Civil do Rio retornassem aos seus Estados. Só que o presidente Lula, a pedido de Cabral, determinou que a Força Nacional prorrogasse sua permanência na cidade.

Na conversa com Sérgio Cabral, na quinta-feira, o ministro Jobim reiterou a disposição do governo federal de não enviar ao Rio tropas do Exército para ajudar no combate à criminalidade. O ministro da Defesa é contra o emprego das Forças Armadas para esta finalidade por considerar que o treinamento deles é para a guerra e, portanto, ao enfrentar o inimigo parte com a filosofia de que precisa matá-lo. Jobim considera que uma tropa, com este tipo de treinamento, que não é adequado para lidar com a população.