A exemplo do que fez na segunda-feira o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PMDB), assinou hoje um decreto que garante a travestis e homossexuais a opção de serem chamados pelo nome masculino ou feminino de sua preferência, independentemente da informação que consta no documento de identidade. O direito vale para servidores e usuários dos serviços da prefeitura do Rio, como escolas e postos de saúde.

Segundo o vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Alejandro Pobes, o decreto é uma conquista, mas ainda há muito para ser alcançado. Nas escolas, segundo ele, ainda são corriqueiros os casos de bullying contra homossexuais, e o preconceito existe inclusive entre os professores. “Precisamos criminalizar a homofobia”, disse.

A coordenadoria especial da diversidade social do município do Rio informou que formará em até 30 dias uma frente de trabalho para coibir os casos de bullying na administração municipal. Serão oferecidos cursos para funcionários em estabelecimentos comerciais, como hotéis e restaurantes, a fim de orientá-los a respeito das leis que asseguram os direitos de homossexuais.