São Paulo – No Brasil, havia até ontem R$ 39,1 bilhões em circulação em forma de cédulas e, deste total, R$ 676.763.897,00 em notas de R$ 1,00, as nossas verdinhas. Dinheiro que ajuda a movimentar o comércio e caiu no jargão da economia informal e das promoções como um símbolo da estabilidade: “É um real, é um real”. Afinal, arredondando esses valores, são R$ 676,7 milhões, dinheiro suficiente para se comprar 47 mil veículos Uno Mille Fire, da Fiat, que encerra a semana cotado a R$ 14.360,00 o modelo zero.

Devido ao uso expressivo dessas notas de R$ 1,00 como meio de pagamento – e, no caso de falsificadores, como base para a impressão de notas de maior valor – o Banco Central decidiu mudar a nota. As novas estão em circulação desde 11 de setembro e devem somar 130 milhões de notas de R$ 1,00 até o fim do ano. A nova nota, a exemplo das de R$ 2,00 e de R$ 20,00, também ganhou barra de relevo para que deficientes visuais possam fazer a leitura do valor.

Para anunciar a nova cédula a partir de amanhã – já que poucos a conhecem e quem a recebe desconfia -, a agência de publicidade Giovanni, FCB criou campanha que dispensa o economês e deixa que “especialistas” em notas de R$ 1,00, como pipoqueiros e ambulantes, apresentem a novidade.

A idéia da agência foi deixar que cada um desses profissionais ressaltasse características da nova nota como “Tem República Federativa do Brasil”, diz o pipoqueiro. “O papel é mais grosso. Essa vai durar mais”, continua outra vendedora; “Quem tem deficiência visual, conhece a nota por essa barrinha aqui”, diz o vendedor de água de coco.