Os primeiros lotes da vacina chinesa contra a covid-19 produzida pela indústria farmacêutica Sinovac chegarão ao Brasil para testes com pacientes semana que vem. Entre os 12 centros clínicos que a vacina será testada no país, dentro do acordo com o Instituto Butantan de São Paulo, está o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os testes não serão abertos à população em geral. As doses serão aplicadas de forma voluntária em 9 mil profissionais de saúde da linha de frente no combate do coronavírus de cinco estados e Brasília.

Os testes da fase 3 da vacina Coronavac, que foram autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último fim de semana, começarão próximo dia 20 de julho. É a segunda liberação de testes pelo órgão. No dia 2 de junho, a Anvisa havia dado o aval à Universidade de Oxford, no Reino Unido, que conta com a participação voluntária de uma brasileira como cobaia nos testes.

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Assim que chegarem, os lotes da vacina vinda da China será distribuídos pelos 12 centros clínicos. Além do HC de Curitiba, hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul e Minas Gerais também vão testar a imunização comandada pelo Instituto Butantan. O objetivo é testar 9 mil profissionais de saúde.

Cadastro de voluntários

Os voluntários deverão se cadastrar a partir de 13 de julho, por meio de um aplicativo. Na sexta-feira (10), o governo de São Paulo divulgará as informações para a inscrição. No Paraná, o recrutamento de voluntários para a pesquisa poderá ser autorizado em um mês.

Para participar dos testes, é preciso ser maior de 18 anos, não ter infecção prévia e nem doenças ou alterações que impeçam a vacinação, não participar de outros estudos e não estar grávida.

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Os testes da fase 1 e 2 já foram feitos em animais e seres humanos adultos saudáveis, respectivamente. A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Sinovac é considerada uma das mais promissoras do mundo, porque usa tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas.

É também uma das mais avançadas em testes – está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês já fez testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.


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