Os usuários de ônibus de Porto Alegre passaram por transtornos como falta de veículos e horas de espera nas paradas, nesta terça-feira, 26, depois de coletivos da Companhia Carris terem sido sabotados por desconhecidos e retidos na garagem por manifestantes. O sistema só voltou a operar normalmente na metade da manhã.

Ainda durante a madrugada, os motoristas dos 19 ônibus que sairiam para cumprir os primeiros horários detectaram que chaves de ignição, cilindros e travas de direção haviam sido quebradas. Ao amanhecer, manifestantes postados diante da garagem impediram a saída de outros coletivos.

Os manifestantes demonstraram contrariedade com a demissão de 42 cobradores, por justa causa, acusados de fraude pela empresa, e alegaram que os colegas não tiveram direito a defesa. A Carris sustenta que a sindicância interna foi correta e que a defesa poderá apresentar alegações ao Tribunal de Contas e o Ministério Público do Trabalho, que passaram a tratar do caso.

A investigação da Carris apurou um esquema de desvio da receita, caracterizado como improbidade administrativa. Os cobradores estariam recebendo os R$ 2,80 de usuários normais e liberado a catraca com cartões cedidos por usuários detentores de isenções, embolsando o dinheiro e repassando parte dele aos donos dos cartões.