Após um mês de ocupação da polícia na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, 67 pessoas já foram presas. O balanço foi divulgado nesta hoje em evento que contou com a participação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o do novo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella.

Desde o início da ação, 24 procurados pela Justiça foram capturados e 16 adolescentes foram apreendidos. A PM ainda apreendeu 18 armas -fuzis, espingardas, revólveres e pistolas-, 407 munições e uma granada.

Cerca de 500 policiais militares do Batalhão de Choque e do 16º do BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano) encontraram mais de 59 kg de cocaína, 3443,3 kg de maconha e 783 g de crack.

“Nesse último mês, o número de homicídios e latrocínios em Paraisópolis caiu para zero. A polícia tem trabalhado com total empenho para garantir o benefício da população”, afirmou o governador.

 

Os novos integrantes da cúpula da Segurança Pública, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Souza Blazeck, e o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli, também participaram do evento.

 

Meira afirmou que a operação em Paraisópolis ainda não tem data definida para acabar. “Nós estamos analisando tecnicamente o momento certo para fazer a retirada gradual dos policiais. Nós temos outras comunidades a serem ocupadas e investigadas pela Polícia Civil e por meio do trabalho de inteligência estamos identificando qual é a prioridade”.

Segundo o comandante da PM, quando a operação Saturação for encerrada, a região será dividida em quadrantes, que terão a presença de carros da Polícia Militar. “Não vamos simplesmente sair daqui e abandonar a comunidade. Já temos uma proposta nova que prevê uma permanência efetiva de de policiais militares em Paraisópolis 24 horas por dia”.

A comunidade de Paraisópolis foi ocupada na madrugada do dia 29 de outubro. Cerca de 80 mil habitantes moram na favela.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a ordem que resultou na morte de seis policiais militares em São Paulo foi dada por Francisco Antonio Cesário da Silva, 32, o “Piauí”, que chefia a facção criminosa PCC e é da favela de Paraisópolis.

Ele foi preso em Santa Catarina em agosto e foi o primeiro membro de facção a ser transferido para uma prisão federal, em Rondônia, após um acordo fechado entre o governo de São Paulo e a União. Neste ano, 92 PMs foram mortos em SP, mas o governo não admite ligação entre esses crimes.