São Paulo – O banco Opportunity, de Daniel Dantas, distribuiu uma nota ontem em que nega envolvimento nas supostas negociações entre o empresário Marcos Valério e a Portugal Telecom para a venda da Telemig Celular, apesar de a operadora ter sido administrada pelo Opportunity até março deste ano, quando ele foi destituído da gestão do fundo CVC.

Segundo a nota, os entendimentos para uma operação entre as empresas Vivo e Telemig Celular tiveram início em maio de 2004 e término em setembro do mesmo ano. Participaram das negociações, segundo o banco brasileiro, representantes do Opportunity, Citigroup (único cotista do fundo CVC, que controla a Telemig) e das empresas Telefónica Móviles e Portugal Telecom, ambas sócias na Vivo, além dos respectivos advogados e bancos de investimentos.

A venda da Telemig Celular para a Vivo, entretanto, "não chegou a ser concretizada e as discussões acerca do tema foram encerradas", diz a nota. Após o fim das negociações, em fevereiro deste ano o Opportunity optou por fazer um leilão para a venda das empresas que controlam a Telemig Celular e a Amazônia Celular. Com a sua destituição da gestão do fundo CVC, entretanto, a venda das operadoras foi interrompida a pedido do Citigroup e dos fundos de pensão que assumiram a gestão do CVC.

O Opportunity ressalta que, para a execução do leilão foram contratados o banco Deutsche Bank e o escritório de advocacia Bulhões Pedreira, Bulhões Carvalho, Piva, Rosman e Souza Leão advogados. "Nenhum profissional contratado para organizar o leilão para a venda da Telemig Celular e da Amazônia Celular fez viagens a Portugal ou a qualquer outro país para tratar deste assunto", diz a nota.