Rio (AE) – O Opportunity procurou ontem embasar as afirmações do banqueiro Daniel Dantas de que foi oferecida às fundações a oportunidade de vender suas participações na Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular. O grupo de Dantas disponibilizou uma série de correspondências enviadas à Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobras) com propostas para aquisição da participação dos fundos de pensão na Newtel, holding da cadeia societária da Brasil Telecom, e também no fundo de investimentos CVC, que compartilhava o controle desta empresa, da Telemig Celular, da Amazônia Celular e de outras.

Boa parte das cartas enviadas pelo Opportunity refere-se à proposta de aquisição em 2001 das ações da Newtel em posse da Previ e da Petros. As propostas previam a fixação de um ?preço justo? por um banco de investimentos escolhido de comum acordo entre as partes.

Fundos negam

Como acionistas controladores, os fundos de pensão Petros, Previ e Funcef alegam nunca terem partilhado dos lucros que a Brasil Telecom obteve desde a privatização, em julho de 1998, como informou o banqueiro Daniel Dantas em depoimento às CPMIs dos Correios e do Mensalão. De acordo com informações de representantes dos fundos, os dividendos não chegavam aos investidores porque ficavam bloqueados por decisões de conselho nas inúmeras ?empresas de papel? montadas pelo grupo Opportunity e que formavam um intrincado organograma que separa a operadora de seus acionistas.