Brasília – O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não sofrerá cortes por causa da perda de R$ 40 bilhões no Orçamento Geral da União com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A garantia foi dada nesta terça-feira (22) pelos ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e da Casa Civil, Dilma Rousseff.

No balanço de um ano do PAC, Bernardo afirmou que o governo está em negociação com o Congresso para que não haja corte em nenhuma ação do programa. Ele lembrou que o governo já anunciou medidas para amenizar as perdas com a extinção da CPMF ? o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e uma redução de R$ 20 bilhões nas despesas federais.

?Em alguns casos, pode haver remanejamento de recursos, mas não haverá nenhum prejuízo nem cortes no PAC?, assegurou o ministro.

No dia 7, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), havia dito que os cortes poderiam afetar obras do PAC. No dia seguinte, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, informou que a idéia do governo federal era preservar o programa. Um dia depois, o ministro Paulo Bernardo ponderou que, apesar dessa intenção, o PAC poderia, eventualmente, sofrer ajustes ou cortes.