Pai e filho morreram nesta sexta-feira após serem baleados durante tentativa de assalto na Rua Caraipé das Águas, em Vila Curuçá, na zona leste de São Paulo. O crime, que aconteceu por volta das 5 horas, quando eles saíam de casa para trabalhar, chocou a família. “É muito desgosto. Preferia que tivesse sido eu, que já vivi 78 anos”, disse Atanael Rodrigues, pai e avô das vítimas.

Natanael Rodrigues, de 47 anos, foi abordado por um criminoso quando se preparava para tirar sua Kombi da garagem. Ele resistiu a entregar o veículo e lutou com o assaltante, que disparou um tiro em sua cabeça.

Naquele momento, um dos filhos de Natanael, Diego Rodrigues, de 20 anos, manobrava na rua o Fiat Uno prata da família para que o pai pudesse sair com a Kombi da garagem.

Ao ver o que acontecia, Diego jogou o carro em cima de um segundo criminoso, que estaria dando cobertura. Mesmo atropelado, o homem conseguiu fugir, mancando, assim como o assassino de Rodrigues.

Vizinhos da família relatam que Diego seguiu, de carro, os bandidos, mas foi baleado no braço e bateu o veículo. Segundo a Polícia Militar, o projétil atingiu o rapaz no coração. Ele morreu no local. A dupla fugiu em um Fiat Stilo.

Ainda de acordo com a PM, o pai foi socorrido e levado para o hospital, mas não resistiu.

O corpo de Diego foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) somente oito horas após o crime, por volta das 13h20.

O caso está sendo investigado como latrocínio pelo 59.º DP (Jardim dos Ipês). “Algumas informações ainda estão desencontradas. Amanhã devemos chamar o Rodrigo, irmão do Diego, que estava na cena do crime, para prestar depoimento”, disse a delegada Regina Célia Issi.

Hipótese. De acordo com a delegada, Rodrigo Rodrigues, de 23 anos, estava na porta da garagem quando os criminosos entraram e tentou ajudar o pai, mas, ao ser ameaçado de morte, teria recuado.

Ainda de acordo com a delegada, a polícia está trabalhando com a hipótese de ao menos três criminosos envolvidos no caso. “Além dos dois apontados, acredito que havia ao menos mais um no carro usado por eles (para fugir).”

Rodrigues tinha uma empresa, na qual trabalhava com os filhos, prestando diferentes serviços para residências, como reparos hidráulicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.