O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, vai depor amanhã na CPI dos Bingos na condição de convidado. Ele telefonou na tarde de ontem para o presidente da comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB), para acertar o depoimento, pondo fim a uma série de rumores sobre seu comparecimento. O mais insistente deles, divulgado sobretudo por parlamentares petistas, dizia que Palocci deixaria o cargo se fosse obrigado a depor na CPI.

O ministro será questionado, entre outras coisas, sobre a suposta doação de US$ 3 milhões de Cuba para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e a respeito da doação de R$ 1 milhão que os empresários de bingo teriam oferecido ao PT em troca da legalização da atividade no País, conforme denúncia do advogado Rogério Buratti, ex-assessor de Palocci.

A presença de Palocci passou a ser requisitada na CPI desde que Buratti, em agosto do ano passado, o acusou no Ministério Público de Ribeirão Preto de intermediar o repasse de R$ 50 mil que a empresa contratada pelo município para execução da limpeza pública doava todos os meses para o caixa 2 do PT. O ministro será o sexto integrante da chamada República de Ribeirão Preto a depor.