Brasília – A última semana de 2007 foi tranqüila nos aeroportos brasileiros. Durante o feriado de Natal, o índice de atrasos nos vôos foi de 3,7%. No dia 1º de janeiro, o movimento se manteve estável e os atrasos foram de 3,3%.

Ao fazer a avaliação sobre o movimento nos aeroportos no período, o tenente-brigadeiro da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Nicácio Silva disse que não há mais porquê falar em crise aérea no Brasil.

?Acho que a crise aérea foi localizada. Ela começou e acabou. Pena que tem gente falando muito na crise aérea que não existe mais?.

Segundo ele, o trabalho conjunto dos órgãos responsáveis pela aviação civil e a mudança de comportamento das empresas aéreas em relação a 2006 foram os principais fatores para que o movimento voltasse à normalidade.

?No ano passado houve muito problema de overbooking [venda de passagens acima da capacidade das aeronaves] e este ano as companhias se comprometeram com a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] a não fazerem essa prática", afirmou. "Além disso, elas colocaram aviões reserva e se comprometeram a endossar bilhetes de outras empresas se houvesse necessidade. No fim, acho o passageiro foi muito melhor tratado?.

O índice de cancelamentos, entretanto, foi mais alto que o de atrasos. Durante o dia 25, cerca de 18% dos vôos previstos não decolaram. No dia 31, os cancelamentos ficaram em torno de 16,5%.

Segundo o brigadeiro, esses cancelamentos aconteceram principalmente por causa de ajustes das companhias à malha aérea e não causou distúrbios nos aeroportos porque os passageiros foram todos remanejados para outros vôos sem problemas. No dia 1º houve 3,8% de vôos cancelados.