Rio – Numa iniciativa pioneira, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) no Rio estabeleceram ontem,a diretrizes para acelerar a conclusão dos milhares de inquéritos que tramitam entre as duas instituições, alguns deles instaurados há dez anos. Muitos, sem a menor chance de se encontrar o culpado ou pior – caso ele seja encontrado, os crimes já estarão prescritos. Na reunião de ontem, o superintendente da PF no Rio, José Mílton Rodrigues e os coordenadores criminais do MPF, os procuradores da República Fábio Seghese e Marcello Miller anunciaram a parceria: ?Muitas vezes a PF dá continuidade a um inquérito para não ser acusada de negligência pelo MPF e vice-versa?, disse Miller. ?Mas, muitas vezes, os dois estão pensando a mesma coisa: não vai se chegar a conclusão nenhuma?, completou Rodrigues. As duas instituições reconheceram que a PF não tem recursos físicos e materiais para concluir os quase 25 mil inquéritos em andamento. A estatística é a de que apenas 10% deles são concluídos. Até o fim do ano, disse o superintendente, espera-se que o número aumente para 30% – ou com o arquivamento do caso ou com a denúncia (acusação formal que é apreciada pela Justiça).