Deputado Ricardo Barros considera
“natural” apoio do PPB a Serra.

Brasília

(AE) – O vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PPB-PR), afirmou ontem que é natural que seu partido apóie o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Segundo ele, o apoio só não será formal, por meio de uma coligação, porque a verticalização prejudicou as negociações regionais. “Se não fosse a verticalização estaríamos formalmente com o Serra. Estamos há sete anos com o governo Fernando Henrique e uma aliança é natural”, afirmou Barros, que participou da convenção do PPB realizada no anexo da Câmara.

Mas o deputado Delfim Netto (PPB-SP), embora sutilmente, discorda de seu colega de partido. Segundo ele, a decisão de liberar o PPB para a escolha do candidato à Presidência da República foi tomada porque existem problemas em praticamente todos os Estados. Ao ser questionado se irá participar hoje do ato em apoio à candidatura de José Serra, promovido pelo ex-ministro Francisco Dornelles (PPB-RJ), Delfim disse que não foi convidado e que se o fosse, iria por educação. “Certamente por educação”, reforçou.

Em São Paulo, o pré-candidato ao governo estadual pelo PPB, Paulo Maluf, tentou desvalorizar o esforço da ala governista do seu partido, de lançar uma frente em apoio ao candidato tucano à Presidência da República, José Serra. Para Maluf, apoio informal não existe. Segundo ele, o que o partido decidiu foi liberar as negociações regionais para atender aos interesses locais. Maluf, no entanto, não abre seu voto. Disse que seu palanque estará aberto para os quatro pré-candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Serra (PSDB), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS). “Quero ter votos de todos eles. Maluf será o contraponto”, afirmou. “O apoio a Serra não existe. O que há é o tempo de televisão. Esse é o apoio formal”, insistiu. Maluf deveria passar a tarde em Brasília, onde teria uma reunião reservada com o deputado Delfim Netto, almoço com correligionários e, em seguida, participaria da convenção do partido, no anexo da Câmara.