Brasília – Os partidos políticos continuam se articulando para a sucessão do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), embora ele tenha adiado para a próxima semana sua decisão. Enquanto Severino mantém o impasse sobre sua saída do cargo, PSDB e PFL ainda trabalham para que ele se licencie da presidência, permitindo que o primeiro vice-presidente, o deputado Thomaz Nonô (PFL-AL), assuma o comando da Casa. Tucanos e pefelistas consideram que Nonô é uma solução quase natural para a sucessão na Câmara.

"Nós teremos um candidato próprio à presidência da Câmara ou apoiaremos um terceiro. O PFL e o PSDB estão trabalhando juntos", disse o líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ).

Correndo por fora, o PMDB tenta viabilizar a candidatura do presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que seria apresentado como solução de consenso. Mas esta alternativa está esbarrando em resistências no PT, no PSDB e no PFL. Os petistas o consideram um candidato de oposição, os tucanos têm dificuldade em assimilar um adversário na política paulista e os pefelistas temem que Michel se atrele politicamente à candidatura presidencial de Anthony Garotinho. Os três partidos também não gostariam que o PMDB acumulasse as presidências da Câmara e do Senado. Mesmo assim, as portas não foram totalmente fechadas pela oposição.